19.04.2006
ALONGAMENTO
NA FISIOTERAPIA EQÜINA
Dornbusch, P.T,
Finco, V. Cassou,F.
Curso de Ciências Eqüinas
Pontifica Universidade Católica
do Paraná
Resumo
A fisioterapia e reabilitação
eqüinas, envolvem várias técnicas
desenvolvidas com o intuito de proporcionar
ao animal lesionado a volta à performance
que havia perdido antes da lesão
e com a mesma eficácia. Algumas
técnicas, como a hidroterapia,
shock-wave, ultrasom terapêutico,
laser terapêutico, eletroterapia,
crioterapia, campo magnético pulsátil,
termoterapia e acumputura, podem ser usadas
com sucesso. Também são
envolvidos princípios como alongamento
e a massagem que servem como forma de
prevenção de injúrias,
alívios da dor, melhoramento da
performance, relaxamento e alívio
do stress. Ernesto Scavanici Neto (Hippus,
novembro 2004).
Palavras
Chaves: fisioterapia, performance, alongamento,
massagem e eqüinos.
1. Introdução
O
alongamento pode ser usado como forma
de reabilitação de uma lesão
ou como forma de prevenção
de futuras lesões, sendo que desta
forma ele atinge sua máxima eficiência
DENOIX e PAILLOUX (1986-1988). O principio
do alongamento tem como função
reduzir a tensão muscular e aumentar
a elasticidade e flexibilidade dos músculos,
tendões e ligamentos diminuindo
as chances de estiramentos durante o exercício
DENOIX e PAILLOUX (1986-1988).
Além disto, ele também alivia
a dor causada por espasmos musculares
e lesões, melhora a forma de se
movimentar uma vez que aumenta a variedade
de movimento e ajuda na própriocepção,
dando maior noção ao cavalo
de seu corpo, facilitando assim a coordenação
e equilíbrio. Percebemos que o
cavalo alongado é menos ansioso
e conseqüentemente sua tensão
muscular é reduzida. Como ele sente
menos dor ao executar um movimento qualquer,
produz menos reação contra
movimento exigido.
Ainda destaca-se entre os benefícios
de alongamento uma melhora no conforto
e condução do animal, aumentando
também a capacidade de suportar
carga.
Existem duas formas de alongar um cavalo.
O alongamento ativo, que é feito
pelo próprio ginete montado guiando
seu cavalo. E o Alongamento passivo, que
é feito no animal através
das mãos humanas, que proporciona
uma gama maior de exercícios e
movimentos. Também, usamos como
forma de alongar, as reações
automáticas de reflexo, que são
utilizadas para induzir o alongamento
em uma determinada área e na perda
de algum movimento, forçando assim
a noção de equilíbrio
DENOIX e PAILLOUX (1986-1988).
2.
Cuidados para realizar alongamentos.
Tanto
o alongamento ativo com o passivo requerem
muitos cuidados, porque se forem feitos
de maneira incorreta, podem causar lesões.
O excesso de alongamento pode ser tanto
por hiper-flexão ou por hiper-extensão.
É melhor sempre fazer menos do
que mais. Se o animal estiver em período
de repouso (recuperação),
com alguma doença ou lesão,
em pós-operatório, ou até
mesmo com febre, devemos evitar alongar-lo.
O profissional que realizará o
trabalho deve ter domínio da direção
a qual o animal deve ser alongado, assim
como noções de anatomia,
fisiologia e biomecânica, sempre
adaptando a técnicas, as necessidades
específicas de cada animal, o esporte
no qual ele está envolvido, ou
o problema de dor a ser solucionado.
Outro ponto importante para o alongamento
é um aquecimento prévio,
não é recomendado retirar-se
o animal que passou horas em uma cocheira
e iniciar um alongamento. Deve-se antes
fazer um aquecimento e soltá-lo
com alguns poucos minutos de passo, trote
ou galope assim como no final do treinamento
não é recomendado alongar
após trinta minutos do término
do exercício.
3.
Prática do alongamento.
Para
executar o alongamento, são exigidas
algumas atitudes que devem ser levadas
em conta.
Postura do terapeuta: a pessoa deve estar
calma e traquila, pois o animal sente
e percebe isto. Estabelecer um contato
de aproximação ,chegar de
maneira correta no animal . Outro fator
importante é a percepção
de se o animal é visual ou auditivo
ROBERTS (2003) , assim saberemos a melhor
forma de fazer a aproximação
e os cuidados que devem ser levados em
consideração.
Aprendizado de rotina: Somente com a experiência
é que o terapeuta aprende a conhecer
o animal, diferenciar um do outro e sentir
até que ponto ele pode ser alongado,
também perceber que o animal é
único e quais problemas mais comuns
sofridos pelos praticantes de cada modalidade
CASSOU (2005).
Movimento; Nunca se deve afetar o equilíbrio
do cavalo. Ele só pode permanecer
no apoio tripedal durante aproximadamente
15 segundos. Cada série de movimentos
deve ser repetida três vezes na
seqüência, sempre com uma pausa
entre elas para descanso do animal. Se
o cavalo não estiver relaxado e
cooperando, de nada adiantará o
alongamento DENOIX e PAILLOUX (1986-1988).
Outro fator relevante é o terapeuta
sempre respeitar os limites de cada animal
para não desencadear o reflexo
de proteção, oposto ao alongamento
que será indesejável e anulará
o trabalho já realizado CASSOU
(2005). Os exercícios realizados
no alongamento trabalham a musculatura
de flexão, extensão, adução
e abdução dos principais
grupos musculares envolvidos na locomoção
do eqüino.
4.
Conclusão:
Seja
qual forma de terapia, se bem aplicada
e adaptada de acordo com a situação
que se encontra cada animal e ministrada
por um profissional capacitado, poupará
o eqüino de dor e sofrimento desnecessário,
beneficiando o atleta, prolongando sua
carreira e principalmente permitindo que
ele realize seu trabalho com total desempenho.
Em se tratando de um atleta, devemos evitar
ao máximo que o animal tenha que
parar por algum tempo ou mesmo encerrar
sua carreira precocemente, muitas vezes
por problemas simples que poderiam ser
diagnosticado em seu princípio.
Deve-se levar em conta que se o cavalo
trabalhar com melhor qualidade sua performance
certamente irá melhorar, e ele
terá muito mais vitórias,
com mais prazer e menos dor.
Com certeza prevenir e aliviar suas dores
é a melhor forma de carinho que
podemos proporcionar a um animal tão
especial quanto o cavalo.
Bibliografia
DENOIX,
J.M. e PAILLOUX J.P.;Fhysical Therapy
and Massage for the Horse (1986-1988).
ROBERTS, M. O homem que ouve cavalos,
bertrand Brasil Ltda, 5ª ed. 2003.
SCAVACINI, E.N; Eles também sentem
dor, Hippus Horse ilimitada ed. 109, Arroio
Editorial Ltda 2004.